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Esporte e Cultura
Karatê
No CEACC o Karatê funciona com a coordenação do Prof. Átila Moreira, e contribui, entre outros, para a formação dos conceitos de disciplina, hierarquia, auto-controle, respeito ao próximo e organização.


Horário
Quarta-feira e Sexta-feira
Manhã: 08:00h às 10:00h
Tarde: 15:00h às 17:00h
Depoimentos dos participantes
O que é o Karatê para você?
Hebert da Silva: "É educação e respeito."
Paulo Amaral: "É disciplina."
Paulo Roberto: "É educação disciplina e respeito."
O que você aprendeu com o Karatê?
Horácio Ferreira:"Aprendi a ter respeito."
Paulo Amaral:"Aprendi a respeitar os mais velhos."
Conheça um pouco da história do Karatê
A Índia é o grande berço das Artes Marcias, onde, por volta do século VI a.C., se encontram os primeiros indícios de lutas, tendo os guerreiros indianos kshatriya desenvolvido a luta vajramushti "aquele cujo punho cerrado é inflexível".
No século VI d.C., um monge budista chamado Bodhidharma, ou Daruma Taishii, em japonês, considerado o 28° patriarca de ZEN Budismo, viajou para a china levando seus conhecimentos e passou a ensinar a luta como uma forma de ginástica de defesa e ataque no templo Shaolin-Zu. Esses ensinamentos deram origem ao estilo de luta conhecido como Shaolin kung Fu, que ajudou os monges a se protegerem dos constantes ataques de bandidos nômades. A partir daí, outros estilos de artes marciais foram surgindo de acordo com a evolução dos monges chineses.
Os monges budistas passaram a ser perseguidos pelo governo chinês e no ano de 840 todos os templos foram atacados e saqueados com o apoio do Império chinês. Os maiores templos Shaolim (Honan e Fukien) foram reconstruídos depois, mas, durante a dinastia Ming (1368 a 1644), foram completamente destruídos pelos Manchus. Os únicos cinco monges escaparam ficaram conhecidos como Os cinco Ancestrais. Cada um seguiu um caminho e uma maneira própria de ensinar o Kung Fu. Assim, surgiram os cinco estilos básicos de Kung Fu: Tigre, Dragão, Leopardo, Serpente e Grou.
Paralelamente, em Okinawa, nas ilhas de Ryu-Kyu ao sul do Japão, florescia o combate sem armas devido à proibição promovida pelo imperador japonês, Senhor Shimazu de Satsuma, em 1480, do uso de espadas e lanças na ilha. Surgia assim, a prática secreta de auto defesa de Okinawa.
A junção entre esses dois aspectos históricos se deu quando alguns estudantes de Okinawa foram à China aprender as lutas que lá se desenvolviam, dando origem à dinastia da luta conhecida como Karatê, na época chamada de Tode (mãos da china). Em Okinawa, a luta sem armas passou a ser chamada de Te, que significa mão em japonês, e foram desenvolvidos três centros de treinamento - Shurinte, Naha-te e Tomari-te -, localizados, respectivamente, nas cidades de Shur, Naha e Tomri.
Em 1920, aportou no Japão um navio russo e, entre os marinheiros, havia lutadores da luta russa Sambo. Esses lutadores começaram a fazer demonstrações em público de suas forças e habilidades e desafiaram qualquer lutador japones a um combate sem armas. Em Okinawa, Kama Takaesu, Motobu Choyu e Motobu Choki aceitaram o desafio e viajaram para o Japão. O mais novo deles, Motobu Choki, foi o primeiro a lutar com o desafiante russo Jon Kirter. Ao iniciar o combate, o lutador de Okinawa tomou posição de luta (KAMAE) com as mãos abertas e começou a estudar seu oponente e, de repente, com uma enorme agilidade e velocidade, o lutador de Tode acertou um murro (ZUKI) no plexo do russo que caiu e começou a expelir sangue pela boca. Após o murro, Motobu Choki voltou a posição de KAMAE inicial, e devido à velocidade do golpe, quem estava assistindo pensou que ele havia acertado o russo com a mão aberta. Jean Kinteru faleceu três dias depois a bordo do navio.
Motubu Choki foi chamado à Tókio para apresentar as técnicas de defesa pessoal aos centros de Judô e de Artes Marciais, e levou consigo Iunakoshi Guishin, aluno de Itosu Anku. Com o desenrolar da guerra contra a China, o Japão não admitiu mais qualquer influência chinesa e Iunakoshi se viu obrigado a alterar o nome Tode (mãos da China) para Karatê (mãos vazias). O grande mestre ainda deu mais uma contribuição ao nome Karatê com a criação e a agregação da partícula -do (caminho espiritual, da sinceridade, harmonia) fundando o que chamamos Karate-Do. Em 1922.
O Karatê chegou ao Brasil com os imigrantes japoneses em 18 de junho de 1908, quando o navio Kassato-Maru aportou em Santos. A colônia se instalou primeiro no interior de São Paulo e, durante décadas, professores vindos do Oriente ensinavam a arte da mão vazia aos jovens Nipônicos e aos poucos brasileiros que se interessavam.
Somente em 1956, com o professor Mitsusuke Haarada, foi organizada a primeira academia, no centro da capital paulista. Seguindo o exemplo, o mestre Yoshihide Shinzato veio para o Brasil em 1954 e ministrou aulas de Karatê-Do em sua casa para jovens da colônia japonesa. Nesse mesmo ano, fez, junto com seu irmão Yugo, demonstrações da luta no parque Ibirapuera com os grupos de folclore de Okinawa em comemoração aos 400 anos de aniversário da cidade de São Paulo. Em junho de 1962, fundou a Academia Santista de Karatê-Do, em Santos e, em 1970, mudou o nome para Associação Okinawa Shorin-Ryu Karatê-Do do Brasil. Em 1976, criou a União Shorin-Ryu Karatê-Do do Brasil e em 1992, fundou a Internacional Union Shorin-Ryu Karatê-Do Federation. Foi a partir de 1960, com a difusão do Karatê por diversas cidades e a criação da Associação Brasileira de Karatê, que a arte começou a crescer no país.
O ano de 1972 foi marcado pelo destaque internacional que a equipe brasileira de Karatê obteve através do título do Mundial conquistado por Lilis Watanabe. Foram marcantes também as conquista de vice-campeonato por Watanibe, o segundo lugar por equipes no 1° Campeonato Pan-americano, realizado no Rio de Janeiro. A cronologia que se seguiu a partir desse momento foi a seguinte: Em 1977, o Brasil terminou entre as oito primeiras equipes no Mundial de Tóquio; em 1978, foi bicampeão por equipe no Pan-americano de Montreal e vice-campeão Sul americano em Buenos Aires; em 1981, repetiu esse vice-campeonato; em 1983, o país conquistou o quarto lugar no Mundial realizado no Egito. Todos esses títulos foram conquistados por atletas uma mesma organização pois ainda não existiam as confederações CBK e CBKT.
Contribuições do Karatê
O Karatê é composto de técnicas de ataque e defesa e o treinamento pode ser dividido em três partes principais:
· KIHON: estudo dos movimentos básicos.
· KATA: luta (combate) imaginária com dois ou mais adversários.
· KUMITE: utilização das técnicas treinadas no KIHON em uma luta (combate).
Com o treinamento, o Karateca desenvolve aptidão e resistência física através da coordenação motora e do domínio de sua força. Além disso, são explorados aspectos relativos à flexibilidade articular e à capacidade aeróbica. A concentração, a adequação psicossocial, a melhora da auto-estima, o respeito e a disciplina são valores agregados à prática da luta.
Essa arte marcial é, antes de tudo, um estilo de vida e não significa apenas a aquisição de conhecimento de técnicas de defesa pessoal. O caminho (DO), como um código de honra de toda arte marcial, ensina ao praticante a responsabilidade com o aprendizado na vida e o que fazer dele, atentando para a importância do crescimento como homem de bem. O praticante deve estar com seu espírito constantemente voltado à superação e deve manter as diretrizes de sua evolução pessoal, já que as religiões do Oriente, mais especificamente o Zenbudismo, o Tooismo e o Confucionismo, estão intimamente ligadas às origens da luta.
Fontes de Pesquisa:
FKERJ – Federação de Karatê do Estado do Rio de Janeiro
Websites: http://www.karatebarretos.com, http://www.solbrilhando.com.br
Consulado do Japão
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