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O futebol no CEACC é uma atividade recreativa, na qual se passam para as crianças os assuntos relacionados ao esporte, sempre articulados com a vida social e com a cidadania, na busca por um diálogo crítico e em que todos/as tenham voz. Apontamos a necessidades da igualdade entre as pessoas, respeitando as diferenças de gênero e etnia. No CEACC o futebol está presente desde o ano de 2002, sob a coordenação do educador José Carlos de Paula Lopes (Zezé).

 
 

Horário
Sábado: 7:30h às 12:00h

Depoimentos dos/as participantes
“Eu me inscrevi no futebol do CEACC porque quero aprender a treinar a jogar bem. Meus amigos são bons, não batem em ninguém e me respeitam. Em casa, a minha irmã não briga mais comigo, estou fazendo o dever de casa e estou ajudando a minha mãe. Sou torcedor do Flamengo.”

Matheus Souza Pena, 8 anos (1ªSérie)


“Me inscrevi no CEACC porque eu gosto de futebol. Eu acho o CEACC uma coisa legal. O professor é muito legal, porque ensina coisa de vida. Se eu não estivesse no CEACC, estaria jogando vídeo game.Sou Flamengo.”

Patrick Pereira do Nascimento, 9 anos (2ªSérie)


“Pedi para minha mãe me inscrever no CEACC porque não tinha nada para fazer em casa, aqui é legal e eu fiz novas amizades. Eu espero ter conhececimento, mais amigos e novas amizades. Aprendi a respeitar os meus colegas. Torço para o Flamengo.”

William do Nascimento Santos, 9 anos (3ª Série)


“Entrei no CEACC para me distrair, jogando bola, brincando. Acho bom, joguei no Leblon. Antes ficava na rua, jogando bolinha de gude e soltando pipa. O respeito com os amigos melhorou bastante. Torço para o Vasco.”

Edmilson dos Santos Siqueira, 11 anos (5ª Série)


“Eu gosto de jogar futebol. Vi o Zezé passando na rua e pedi para ele me inscrever. Acho o CEACC super legal porque eu aprendo várias coisas, tipo assim, respeitar os colegas, o professor e na rua também. Antes eu fazia bagunça na rua, apertava a campainha dos outros e saia correndo. Sou Flamengo.”

Rodrigo Santana Rodrigues, 12 anos (5ª Série)


“Me inscrevi no CEACC para aprender o futebol. Eu não sabia jogar bola. Eu acho bom, porque é perto de casa. Em casa, estou melhor do que antes, porque antes eu acordava e só. Hoje eu acordo e ajudo a arrumar a casa. Com os meus amigos eu não discuto mais, não brigo mais não. Eu sou Flamengo. “

Renann Britto de Andrade, 13 anos (6ª Série)


“Pedi para sua mãe me inscrever no CEACC para fazer as atividades, futebol e karatê. Eu gosto mais do futebol. Antes só ficava na rua, jogando bola às vezes e também no flipper jogando. Torço para o Vasco.”

Gabriel Vieira Lima, 13 anos (5ª Série)


“Estou no CEACC porque eu gosto do futebol. Acho que o CEACC é uma Instituição que abrange várias atividades com as crianças. Se não estivesse no CEACC, não faria nada de esporte, mas de curso, sim. Torço para o Flamengo.”

Jéssica Portella Ferreira, 15 anos (1ª Série do 2° Grau)


“Estou no CEACC porque eu gosto de jogar futebol. Também porque o Zezé é meu vizinho, por isso resolvi treinar com ele. É ótimo. Antes ficava em casa jogando vídeo game e jogando futebol na rua. Sou Flamengo.”

Renann Medeiros Pinto, 12 anos (5ª Série)


“Entrei para o CEACC porque eu ficava jogando bola, e pedia para o meu pai me inscrever no futebol. Acho o CEACC bom, futebol é exercício. Antes ficava jogando na rua. Torço para o Vasco e o Brasil.”

Paulo Roberto Roque Santos Júnior, 9 anos (2ª Série)


“Minha avó ouviu um carro anunciando na rua e me escreveu no futebol. Acho o CEACC bom, aprendi um monte de coisa aqui. Aprendi o futebol e a fazer habilidade com a bola. Antes eu ficava na rua brincando de jogar bola, pique esconde, cabra cega. Sou Flamengo.”

Cláudio Rocha, 11 anos (4ª Série)



Conheça um pouco da historia do Futebol
Historiadores, na busca da origem do futebol, se remetem à China do ano 5 a.C. para mencionarem jogos com bola de bambu nos quais se usavam pés e mãos. Há, no entanto, referências que nos falam que a origem desse esporte pode estar há sete mil anos, no Japão de 4.500 a.C.

O fato é que, originário do continente Asiático, mais precisamente da China, durante o Império de Ching –Ti (32 a.C.), era conhecido pelo nome de Tsuchun, em que Tsu significa chutar e chun, bola de couro. As bolas de couro eram jogadas com os pés, com o objetivo de marcar gols na abertura de 50cm no centro de uma cortina de seda de 10m de altura.

No Brasil, pesquisadores e estudiosos têm dúvidas quanto sua origem, mas sabe-se que, como “jogo da bola”, foi proscrito em 1746, em São Paulo, por Lei da Câmara Municipal, como causador de desordem e agrupamento de vadios.

Seu surgimento é atribuído a Charles Miller, brasileiro descendente de ingleses nascido em 1874 e educado no Banister Court School, (Southamptor, Inglaterra), onde conheceu o foot-ball. Encantou-se com o esporte e praticou jogando no time do Condado de Hampshire. De volta ao Brasil, em 1894, trouxe consigo as duas primeiras bolas – uma delas logo apelidada de “peluda” por ainda conter pêlos no couro –, uniforme e chuteiras. Organizou o primeiro jogo, do qual também participou, no São Paulo Atlético Club, clube de ingleses, fundado em 1888.

Os clubes de colônias foram os primeiros a usar jogadores de classes menos favorecidas. Foi em 1913 que o futebol brasileiro começou a ter identidade própria, quando o S.C Corinthians Paulista, formado por filhos de imigrantes e operários, disputou o campeonato da Liga Paulista, até então, um estilizado campeonato. Aportuguesou-se a terminologia inglesa, mas, principalmente, abrasileirou-se o esporte, provocando uma autêntica revolução que deu ao futebol a magia que o futuro confirmaria: o jogo plástico, de passes precisos, toques magistrais, fintas e dribles desconcertantes.

Desenvolveu-se aqui, nos terrenos baldios e campos de várzea, uma forma toda peculiar de jogar e uma inteligência de atuar que logo proporcionaram ao Brasil participar da evolução dos sistemas de jogo, das estratégias e das táticas.

Válido notar, por fim, que foi tentada a introdução do termo balípodo em substituição ao conhecidíssimo futebol, sob a alegação de que a palavra futebol tinha origem alienígena, constituindo estrangeirismo, de feição morfológica inglesa, ao passo que balípodo, de origem grega, era mais própria à formação da língua portuguesa, significando lançar com o pé. Como se vê, a tentativa não caiu no gosto popular.

Houve, ainda, criada por um filólogo, a palavra ludopédio (do latim ludus = jogo e pedium = com os pés) até, definitivamente, prevalecer o nome futebol e, na boca do povo, todas as suas variáveis fonéticas, “Futchibóu”, “Futebor”...

Informações baseadas no livro de Edu de Antunes Coimbra, Método Sensorial no futebol: Da infância à fase adulta.

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